Já chega, disse pra mim mesma.
Acontecera um milagre hoje. Um milagre à toa, mas básico para quem, como eu, vivia cegamente nessa cidade infernal.
Mas eu tinha que ficar contente. E quando você quer, você fica. Comecei a ficar.
Afinal, aquele podia ser o primeiro passo para emergir do pântano de depressão e autopiedade onde refocilava há quase um ano.
Decepção.
E todas as coisas que eu lembrava, ou achava que lembrava, porque de tanto lembrar delas acabara por transformá-las em mera - e péssima - lembrança. Apenas, lembrança.
Hoje simplesmente, tudo que me importava tanto, não me importam mais.
Você conseguiu, conseguiu destruir tudo que eu sentia de bom por você.
Pois é Zézin, respiro finalmente aliviada agora.
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